Da poligâmica à proletária
uma análise histórica da materni-dade intensiva como força de trabalho a partir de Friedrich Engels
DOI:
https://doi.org/10.57077/monumenta.v13i13.351Palavras-chave:
Maternidade, Trabalho de cuidado, Maternidade intensiva, Friedrich engelsResumo
O processo histórico para efetivação do capitalismo gerou transformações na vida das pessoas. A busca de recursos econômicos de subsistência fez da força de trabalho humana instrumento para intervenções políticas, sociais e institucionais. Essas mudanças geraram reflexos na vida da mulher mãe, que, para suprir as demandas da casa e da família intensificou sua jornada de trabalho, precarizada tanto nos trabalhos não remunerados - cuidado dos filhos e da casa - quanto nos remunerados, fora de seus lares. Por meio de uma pesquisa bibliográfica, buscou-se a análise histórica sobre o processo de efetivação da maternidade intensiva, este artigo tem por objetivo apresentar a maternidade como um trabalho invisibilizado e não remunerado, por meio dos estudos de Friedrich Engels em seu livro A Origem da família, da Propriedade Privada e do Estado, e caracterizá-la sob a teoria do feminismo matricêntrico para que se possa apresentar alternativas em desfavor da manutenção da maternidade patriarcal no tempo presente.