Inteligência Artificial no processo de enfermagem
potencialidades na atenção primária à saúde com populações vulneráveis
DOI:
https://doi.org/10.57077/monumenta.v13i13.287Palavras-chave:
Inteligência artificial, Processo de enfermagem, Atenção primária à saúde, Populações vulneráveis, Tecnologia em saúdeResumo
A Inteligência Artificial (IA) tem transformado práticas em diversas áreas, incluindo a saúde. No campo da Enfermagem, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), seu uso associado ao Processo de Enfermagem (PE) oferece novas possibilidades para qualificar o cuidado, particularmente junto a populações vulneráveis. Este artigo discute as potencialidades da IA como ferramenta de apoio à tomada de decisão clínica e à gestão do cuidado, analisando seus impactos éticos, técnicos e operacionais no contexto da APS. A lacuna identificada na literatura refere-se à escassez de estudos que integrem criticamente os fundamentos éticos, pedagógicos e operacionais da IA aplicados ao PE em cenários de vulnerabilidade social, especialmente na APS. A pesquisa se fundamenta em uma revisão bibliográfica qualitativa, com ênfase na produção dos últimos cinco anos, tanto nacional quanto internacional. Os resultados indicam que, embora existam desafios relacionados à segurança de dados, formação profissional e desigualdades no acesso tecnológico, a IA pode contribuir significativamente para a predição de riscos, o monitoramento de condições crônicas e a personalização do cuidado. Conclui-se que, para que a IA seja efetiva e eticamente aplicada no cuidado a populações vulneráveis, sua implementação deve ser participativa, interprofissional e sensível às realida-des locais. A originalidade do estudo reside na articulação inédita entre tecnologia, cuidado de Enfermagem e vulnerabilidade social no âmbito da APS.