Relato de experiência sobre o ensino de Frações utilizando a Perspectiva do Ensino Exploratório
DOI:
https://doi.org/10.57077/monumenta.v12i12.321Palavras-chave:
Fração, Ensino Exploratório, Formação Docente, Extensão Universitária, AprendizagemResumo
O presente trabalho tem o objetivo de apresentar um relato de experiência a respeito da aplicação de uma Oficina Temática elaborada durante o projeto extensão associado à disciplina de Metodologia do Ensino da Matemática ofertada no segundo ano do Curso de Graduação em Matemática – Licenciatura, da Universidade Estadual do Paraná - Unespar/Campus de Paranavaí. A Oficina Temática visava explorar o conceito, o significado e as diferentes representações de frações (Brasil, 2018; 1998) por meio de tarefas desafiadoras organizadas na Perspectiva do Ensino Exploratório. A realização da oficina aconteceu em uma escola pública na cidade de Paranavaí, na qual participaram futuros professores do Curso Técnico em Formação Docente, contendo ao todo de 44 participantes, divididos em três turmas, com duração de três horas/aulas em cada turma, respectivamente. Segundo Canavarro (2011), no ensino exploratório o professor e os alunos tem um papel crucial nesta abordagem para o ensino e a aprendizagem, sendo o professor responsável por propor uma tarefa que desafie o aluno a pensar em uma estratégia para a solução e que oportunize a aprendizagem do conteúdo, evitando explicar diretamente o objeto de estudo e quais são as estratégias do cálculo, além de ser responsável por escolher as estratégias produzidas pelos alunos, tendo em vista o objetivo de conduzir a aula para explorar o propósito matemático e sistematizá-lo. A oficina foi estruturada na perspectiva do Ensino Exploratório, planejada em quatro momentos: 1º momento - a proposição da tarefa “As Pizzas”; 2º momento - a resolução da tarefa pelos alunos; 3º momento - a discussão coletiva sobre as estratégias e os métodos utilizados pelos alunos para encontrarem a solução da tarefa; e, 4º momento - a sistematização da aprendizagem do conteúdo estudado. A tarefa faz parte de uma sequência didática sobre o ensino de frações desenvolvida no Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) feito por uma Professora de Matemática da escola estadual, na qual ocorreu a oficina (Quadro 1). A tarefa selecionada era composta por seis itens (A, B, C, D, E, F), que foram distribuídos de dois em dois, para facilitar no momento de escolher as soluções produzidas pelos alunos e dar tempo de realizar o 3° e 4° momento da tarefa. Para isso, as turmas foram organizadas em grupos de no máximo três membros, em que cada um receberam separadamente cada um dos itens da tarefa em uma folha impressa, orientados a colarem em seus cadernos e anotarem todas as estratégias e resoluções empreendidas por eles, que fizera parte do trabalho de conclusão do curso.
Os grupos tiveram, aproximadamente, 20 minutos para responderem cada um dos itens que eram entregues, para então passar ao momento da discussão coletiva, com duração de 15 minutos, das resoluções apresentadas (Figura 1). Cada grupo nomeou um representante para expor no quadro a resolução, explicando como haviam determinado aquela solução para o item da tarefa.
Há resoluções em que os alunos fizeram diferente do que o outro colega, o que contribuiu para o desenvolvimento da oficina, agregando ainda mais o conhecimento da turma, inclusive até em relação aos erros comuns que foram tratados ao longo das discussões. A sistematização do conteúdo estudado, ocorreu ao término da discussão coletiva por meio da apresentação da definição e exemplos práticos elucidando os termos matemáticos sobre o conceito de fração. A oficina de frações na perspectiva do Ensino Exploratório foi pensada para trabalhar com o conceito, o significado e as diferentes representações de fração. Observamos que os alunos tinham dificuldades em compreender o que é fração, e a partir das discussões feitas coletivamente, percebemos que eles puderam compreender o conceito de fração, o que só foi possível pela colaboração e participação de forma autônoma dos alunos, estimulando a sua curiosidade e promovendo a reflexão crítica. Portanto, ao implementar o projeto de extensão, tivemos a experiência de trabalhar em uma sala de aula em um curso de Formação de Docente utilizando metodologias ativas, além de lidar com os obstáculos e de utilizar a tendência de Ensino Exploratório para alcançar, principalmente, o interesse dos alunos nas aulas de Matemática.